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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A LENDA DE PÉGASUS





Na mitologia grega, Pégaso era um cavalo com asas, filho de Poseidon, deus dos oceanos, e de Medusa, uma das terríveis górgonas (monstros com asas de ouro, cabelos de serpentes e dentes de javali).

Diz a lenda que o cavalo saiu do corpo de Medusa quando a monstra foi decapitada pelo herói Perseu (cruzes, que história!)

http://kingofwallpapers.com/pegasus/pegasus-012.jpg


Pégaso está ligado às tempestades, à água, e é ele quem traz o trovão e os raios. É também o símbolo da criatividade do espírito, dos poetas e da imaginação.
O herói Belerofonte capturou o cavalo enquanto ele bebia água de um poço.
Para isso, usou um *bridão de ouro, presente da deusa Atena (*
Os bridões são as embocaduras articuladas, ou seja, que se dividem por meio de um articulação no meio da barra (parte que vai dentro da boca do cavalo). Os bridões podem ter em suas extremidades as argolas, ou as pernas, onde são atadas as rédeas).
http://www.selariavertentes.com.br/Eshop.Admin/Imagens/selariavertentes/Brid%C3%A3o-Esp-B-F-salivador-SV4799.jpg
Foi montado em Pégaso que Belerofonte conseguiu matar o horrível monstro Quimera. Mas, quando o herói tentou montar o cavalo de novo, ele corcoveou, atirou Belerofonte longe e subiu para os céus, onde virou uma constelação. 




Ouvindo a canção do Jorge Mautner, onde Moraes Moreira canta divinamente essa lenda , estive pensando em quantos Pégasos andam por aí, achando que mataram monstros, com seus dentes de javali e seus cabelos de serpentes, e vivem sonhando em ser o que realmente não são... São ,isso sim, verdadeiras hodes à fantasia desmedida, com doses 'cavalares' de criatividade...




Era uma vez, vejam vocês, um passarinho feio
Que não sabia o que era, nem de onde veio
Então vivia, vivia a sonhar em ser o que não era
Voando, voando com as asas, asas da quimera
Sonhava ser uma gaivota porque ela é linda e todo mundo nota
E naquela de pretensão queria ser um gavião
E quando estava feliz, feliz, ser a misteriosa perdiz
E vejam, então, que vergonha quando quis ser a sagrada cegonha
E com a vontade esparsa sonhava ser uma linda garça
E num instante de desengano queria apenas ser um tucano
E foi aquele, aquele ti-ti-ti quando quis ser um colibri
Por isso lhe pisaram o calo e aí então cantou de galo
Sonhava com a casa de barro, a do joão-de-barro, e ficava triste
Tão triste assim como tu, querendo ser o sinistro urubu
E quando queria causar estorvo então imitava o sombrio corvo
E até hoje ainda se discute se é mesmo verdade que virou abutre
E quando já estava querendo aquela paz dos sabiás
Cansado de viver na sombra, voar, revoar feito a linda pomba
E ao sentir a falta de um grande carinho então cantava feito um canarinho
E assim o passarinho feio quis ser até pombo-correio
Aí então Deus chegou e disse: Pegue as mágoas
Pegue as mágoas e apague-as, tenha o orgulho das águias
Deus disse ainda: é tudo azul, e o passarinho feio
Virou o cavalo voador, esse tal de Pégaso.


FONTE: ODISSEIAS DE LEKA